Mais uma vez estou diante deste labirinto: eu, que hoje sou obrigado a viver a medida dos velhos.
Não me sei o sentido ou a direção.
Foram tantos os rumos ( no que eu era de projetos e sonhos de alegria ) que perdi-me de mim.
Novamente direi a ti: dá-me tua mão...
Estende tua espera na hora deste meu abandono. ( Quem dera eu pudesse estilhaçar os antigos caminhos e migrar à fonte primeira, lá, onde reside, intacta, a semente de meus dias! Quem dera eu pudesse desnudar-me do que me tornaram: deitar fora essa vileza, vomitar aquilo que fizeram de mim...)
Mas este mármore do papel confunde-me. Sua alvura cega-me para tudo o mais. ( ao redor, assiste-me a ruína de tudo o quanto eu quis!).
Tornei-me banal como os demais. Há na minha fala a sobriedade árida dos que há muito partiram de si. Sigo como um escombro de quem fui – e, Oh!, quanto eu não daria pelo riso da criança degolada no momento mais nobre do amor! Onde estás, meu pequeno, que não mais ouço teus passos tímidos pela casa corroída? Onde teus mitos? A crença nos demais? A rara e absurda força de amar a todos com a largueza de um rio?
Mataram-te, minha criança! Arrastaram teu corpo vazio pelos dias e apenas isso.
És para mim apenas a lembrança esparsa e confusa de algum poema. Um certo calor ao pôr-do-sol, hoje muito distante de mim...É que meteram a chave de eu ser feliz num bolso que não sei – e hoje vivo a procurá-lo...
Não me sei o sentido ou a direção.
Foram tantos os rumos ( no que eu era de projetos e sonhos de alegria ) que perdi-me de mim.
Novamente direi a ti: dá-me tua mão...
Estende tua espera na hora deste meu abandono. ( Quem dera eu pudesse estilhaçar os antigos caminhos e migrar à fonte primeira, lá, onde reside, intacta, a semente de meus dias! Quem dera eu pudesse desnudar-me do que me tornaram: deitar fora essa vileza, vomitar aquilo que fizeram de mim...)
Mas este mármore do papel confunde-me. Sua alvura cega-me para tudo o mais. ( ao redor, assiste-me a ruína de tudo o quanto eu quis!).
Tornei-me banal como os demais. Há na minha fala a sobriedade árida dos que há muito partiram de si. Sigo como um escombro de quem fui – e, Oh!, quanto eu não daria pelo riso da criança degolada no momento mais nobre do amor! Onde estás, meu pequeno, que não mais ouço teus passos tímidos pela casa corroída? Onde teus mitos? A crença nos demais? A rara e absurda força de amar a todos com a largueza de um rio?
Mataram-te, minha criança! Arrastaram teu corpo vazio pelos dias e apenas isso.
És para mim apenas a lembrança esparsa e confusa de algum poema. Um certo calor ao pôr-do-sol, hoje muito distante de mim...É que meteram a chave de eu ser feliz num bolso que não sei – e hoje vivo a procurá-lo...

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