Pediram-me, certa vez, que eu nomeasse a força por detrás da letra que se molda em minhas mãos...
E eu não soube precisamente o que dizer.
Do vocabulário que conheço, apenas uma palavra tem a tênue possibilidade de traduzir esse movimento: distância...
Talvez eu a tenha constatado na infância, na solidão de minhas fantasias, no assombro sutil diante das coisas mais corriqueiras. Ou talvez tenha surgido da minha incapacidade de moldar-me à maneira dos demais homens. Da impossibilidade de estabelecer-me na superfície da vida.
Quem sabe também, tenha sido por tua causa, Ruth, que em teu gesto prateado, evidenciaste as funduras e solidão de meus olhos de menino.
Ou tenha surgido da grande covardia de não mais me permitir amar, como também, da dificuldade intrínseca da letra em reproduzir-me o rosto anterior à Chegada. Ou ao fato de estar condenado , desde sempre, ao exílio de mim...
Não sei, Ruth, ainda não sei...
E eu não soube precisamente o que dizer.
Do vocabulário que conheço, apenas uma palavra tem a tênue possibilidade de traduzir esse movimento: distância...
Talvez eu a tenha constatado na infância, na solidão de minhas fantasias, no assombro sutil diante das coisas mais corriqueiras. Ou talvez tenha surgido da minha incapacidade de moldar-me à maneira dos demais homens. Da impossibilidade de estabelecer-me na superfície da vida.
Quem sabe também, tenha sido por tua causa, Ruth, que em teu gesto prateado, evidenciaste as funduras e solidão de meus olhos de menino.
Ou tenha surgido da grande covardia de não mais me permitir amar, como também, da dificuldade intrínseca da letra em reproduzir-me o rosto anterior à Chegada. Ou ao fato de estar condenado , desde sempre, ao exílio de mim...
Não sei, Ruth, ainda não sei...
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