A cintilação úmida da tarde impõe seu azul aos talheres.
Guiado pelo pulsar dos relógios, o tempo escorre sua saliva: há fogo e intensidade, na languidez dessa tarde!
Teus seios, Leonora, recendem aos frutos colhidos no absurdo do tempo: rubores e rumores que se instalam na carne dessas horas. ( Plenifica-se o intumescido do sangue: certo desejo inscrito em teu corpo...)
No revoar das mãos, Leonora, deslocas o espaço da espreita para mais além. Para um lugar não situado na dor.
Teus quadris redesenham mansamente minhas medidas: sou novo nessa ânsia: colher o vôo claro de teu gozo, na insuficiência de minhas mãos...
Intumescem-me as romãs: seu odor sexualizado recende pelas estradas. Às margens e à beira dos caminhos, é seu súbito rebentar que nos fascina...
Guiado pelo pulsar dos relógios, o tempo escorre sua saliva: há fogo e intensidade, na languidez dessa tarde!
Teus seios, Leonora, recendem aos frutos colhidos no absurdo do tempo: rubores e rumores que se instalam na carne dessas horas. ( Plenifica-se o intumescido do sangue: certo desejo inscrito em teu corpo...)
No revoar das mãos, Leonora, deslocas o espaço da espreita para mais além. Para um lugar não situado na dor.
Teus quadris redesenham mansamente minhas medidas: sou novo nessa ânsia: colher o vôo claro de teu gozo, na insuficiência de minhas mãos...
Intumescem-me as romãs: seu odor sexualizado recende pelas estradas. Às margens e à beira dos caminhos, é seu súbito rebentar que nos fascina...