sexta-feira, 15 de julho de 2011

Entre meus inúmeros cigarros, eu aguardava o eco de teus passos,em meu pátio interior.
Alta como a Lua hoje é, eu rumava escura e densa pelos labirintos da distância: em tudo havia um fragmento de teu nome, tua voz soava no rumorejar das águas...
E eu, a tecer-te as vestes, aguardava: na incerteza de teu retorno, na medida parca de minha esperança...
Eu atirara-me inteira na banalidade das coisas, apenas para esquecer-me da dor de ainda não estares aqui...
Mas hoje sei que não teci em vão: e que minha espera não fora o absurdo da loucura... 

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