domingo, 10 de julho de 2011


Neles, havia o leve acento do adeus... Mesmo enquanto sorriam, alheios àquilo que os ligava, certa sombra perpassava os gestos. Não saberiam definir de pronto o raro elo a fazer de um a extrema continuação do outro: sabiam apenas, e isso os encantava. E houve um tempo sem perguntas, onde tudo fluía natural como águas, como a brisa das palavras e do olhar. Se houve um choro, esse aconteceu em comum, tal qual quando almas aflitas e idênticas se cruzam por longos caminhos. 
Mas um deles resolveu dizer o que ali já havia. E as palavras são malditas, elas desacertam nosso passo em direção a qualquer paraíso. E então se perderam...
O outro, que estava, aos poucos, ganhando mais leveza e luz, tornou-se grave, como quem cuida de uma doença que exige certa cautela. E o que era ele, agora outro, acamava-se. Via-se doença: suas forças minadas pelos dias, sua seiva esvaindo na ardência desse vão...
E o que fora encontro, passou, lentamente, a ser injúria e desdita.

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